Impacto do recurso à ajuda externa nas empresas portuguesas ontem debatido em Évora

 É do conhecimento geral que a entrada da ajuda externa em Portugal traz para o nosso país medidas que vão pesar, principalmente, nos bolsos dos portugueses. Depois de assinado o chamado “memorando da troika”, ficaram definidas diversas medidas a implementar nos próximos anos, sendo que, destas, cerca de 200 serão já para 2011. O IVA vai ter de aumentar para muitos bens essenciais, os despedimentos serão mais baratos e as taxas moderadoras na saúde vão subir. A troika estabeleceu regras e prazos bem definidos. O Estado tem de iniciar a venda do BPN já este mês, assim como avançar com uma auditoria às acções que estão pendentes nos tribunais, ao mesmo tempo que tem de suspender a criação de novas entidades públicas. Até Julho, é necessário ainda iniciar a redução das indemnizações por despedimento para os novos contratos e cortar na taxa social única (TSU). Em Agosto, será feito um levantamento exaustivo dos pagamentos em atraso do Estado e 20 parcerias público-privadas serão avaliadas. Até Dezembro é preciso legislar a redução das deduções fiscais com a saúde, o corte com despesas no sector da defesa, aumentar os impostos sobre veículos e o imposto sobre o tabaco. Todos os benefícios fiscais serão congelados e o plano de privatizações será acelerado. O IVA da electricidade e do gás também vai subir.


Ontem, em Évora, o Banco Best, em parceria com o NERE – Núcleo Empresarial da Região de Évora realizou uma conferência sobre o impacto do recurso ao Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) na economia portuguesa. Francisco Santos, administrador do Banco Best, explicou que o recurso de Portugal ao FEEF terá impactos no nosso dia-a-dia, não só para as empresas, como também para particulares, “…eu diria que o recurso de Portugal ao Fundo irá ter impactos no nosso dia-a-dia e impactos, desde logo, na nossa atitude, na forma como encaramos a vida, na forma como alocamos os recursos que temos, sejam particulares ou empresas, e portanto, vão ser impactos bastante transversais, não só a nível de empresas, como também de particulares. As empresas, possivelmente, com maiores restrições ao crédito e os particulares também, obviamente, com maior propensão à poupança e menos ao crédito…”.”

[FONTE: http://www.radioplanicie.com/gestao/noticias/index_noticias.php?noticia=4592]

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